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Pós-graduação Lato Sensu · Turma 2026
Direção Teatral
O curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Direção Teatral forma profissionais capazes de conduzir processos completos de criação cênica — do conceito à estreia — articulando dramaturgia de cena, direção de atores, composição visual-sonora, organização de ensaios...
Quando acontece
Sobre o curso
O curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Direção Teatral forma profissionais capazes de conduzir processos completos de criação cênica — do conceito à estreia — articulando dramaturgia de cena, direção de atores, composição visual-sonora, organização de ensaios e mediação com públicos e territórios.
Público-alvo
Profissionais das artes cênicas e áreas afins (direção, atuação, dramaturgia, produção, cenografia, iluminação, figurino), educadores(as) e artistas interessados(as) em qualificar práticas de direção e liderança de processos de criação.
Objetivos
- Especializar diretores(as) para planejar, conduzir e finalizar montagens teatrais, desenvolvendo: (a) repertório histórico-crítico da encenação
- (b) competência técnica e poética em direção de atores e dramaturgia de cena
- (c) domínio de composição cênica (espaço, tempo, ritmo e imagem) e de colaboração com cenografia, figurino, iluminação e som
- (d) capacidade de gestão de ensaios, cronogramas e equipes
- (e) atuação ética e mediação com públicos, territórios e contextos contemporâneos.
Coordenação
Conheça quem desenha e ministra este curso — referências atuantes na área que orientam a trilha do início ao fim.
Coordenador
Wagner Miranda Dias
Doutor e Mestre em Comunicação e Semiótica, na linha de pesquisa Processos de Criação na Comunicação e na Cultura, formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Especialista em História das Artes – Teoria e Crítica e Graduado em Artes Visuais e em Teatro pela Faculdade Paulista de Artes (FPA). É ator formado na Casa das Artes de Laranjeiras (CAL) no Rio de Janeiro e pesquisador do Grupo de Pesquisa em Processos de Criação da PUC-SP (CNPq) e do Grupo de Pesquisa Arte: Dança, Cognição e Criação da UFBA (CNPq). É professor, arte-educador, diretor de teatro, preparador vocal, músico, dramaturgo, ator, cenógrafo, figurinista, performer e artista visual. Foi professor do curso de especialização em História da Arte – Teoria e Crítica da Faculdade Paulista de Artes de 2016 até 2021 e artista orientador durante quatro edições do Projeto Teatro Vocacional (2008, 2009, 2011, 2012), da Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo. Como ator, trabalhou com diretores como Tizuka Yamazaki, Marcio Aurélio, Amir Haddad, Daniela Thomas, Vladimir Capella, Márcio Vianna, Gabriel Villela, entre outros. Dirige a Cia de Navegação Teatral em São Paulo e é investigador colaborador e professor do Mestrado em Processos de Criação Universidade do Algarve (UAlg) e pesquisador do Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC – UAlg). Integra o corpo docente do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (Pós-graduação e Graduação). Foi Membro da diretoria da Associação de Pesquisa em Pós-graduação em Crítica Genética (APCG) de 2018 até 2024 e editor da Revista Manuscrítica- Revista de Crítica Genética (USP) no mesmo período. É editor da coleção de livros Processos de Criação, do CIAC (UAlg). Autor do livro Roberto Alencar: o corpo em trânsito (2022) e de artigos publicados em periódicos como Revista Significação, Revista Brasileira de Estudos da Presença, Revista Rotura, Revista Moringa, Revista Rascunhos: Caminhos da Pesquisa em Artes Cênicas, entre outros.
Grade de Disciplinas
400h totaisHistória e teorias da direção teatral
Panorama crítico da encenação do fim do século XIX ao XXI: Appia, Craig; sistemas de Stanislavski; Brecht e teatro épico; Brook, Grotowski, Barba; dramaturgias do diretor e pós-dramático; relações com estética, política e recepção
Metodologias de direção: realismo e stanislavski
Fundamentos do sistema de Stanislavski aplicados à direção: objetivos, ações, circunstâncias dadas, linha de ação, análise ativa, trabalho de mesa e ensaio; estratégias no realismo psicológico e interfaces contemporâneas
Metodologias de direção: épico, didática e brecht
Princípios do teatro épico: distanciamento, narratividade, gestus, montagem e função crítica; didática da encenação e relação com o público e contexto
Metodologias de direção: teatro pobre, antropologia teatral e éticas do treinamento
Direção e treinamento segundo Grotowski e Barba: pré-expressividade, energia, partituras físicas e vocais; ética do trabalho em ensaio, cuidado com corpo e segurança
Direção de atores: práticas e pedagogias
Protocolos de direção de atores: escuta, devolutivas, condução do risco, improvisação dirigida, tabelas de marcação, manutenção e evolução do jogo cênico
Dramaturgia de cena e adaptação
Dramaturgia como ferramenta de direção: roteiros de ensaio, adaptação de textos, colagens, devising e escrita cênica
Composição cênica: espaço, tempo, ritmo e imagem
Dinâmica rítmica, partituras de cena, fluxos de energia, imagens-síntese, organização de entradas/saídas, transições e dramaturgia visual
Direção de arte: cenografia, figurino e adereços
Colaboração entre direção e equipes de cenografia/figurino: conceito visual, paleta, materiais, simbologia, funcionalidade e dramaturgia do espaço e da indumentária
Antropologia e teatro: do rito à cena
Investigação das relações entre práticas rituais e formas teatrais a partir de aportes da antropologia do teatro e dos estudos da performance.
Análise de mitos, ritos e celebrações como matrizes de teatralidade; teatralidade em culturas tradicionais e contemporâneas; processos de transposição do rito para a cena; ética, alteridade e interculturalidade; implicações estéticas, políticas e epistemológicas para o trabalho do diretor teatral
Planejamento de ensaios, cronogramas e condução de equipe
Mapas de ensaio, cronogramas, protocolos de segurança, comunicação com produção e áreas técnicas, relatórios de direção
Produção e captação
Atuação do diretor na articulação entre criação, produção e captação de recursos.
Gestão ética e profissional: direitos autorais, acessibilidade, práticas inclusivas, relações de trabalho, orçamento e comunicação com o público e instituições
Direção e tecnologias: vídeo, multimídia e interatividade
Integração de vídeo, projeção, mediação digital e interatividade; criação de híbridos cênico-audiovisuais e fluxos de trabalho com equipes técnicas
Direção em contextos: teatro de grupo, rua e comunidade
Modelos de criação coletiva, práticas colaborativas, mediações com comunidades e direção em espaços não convencionais (rua, site-specific)
Laboratório de encenação e experimentação cênica (vídeo)
Exploração de procedimentos de direção, investigação de relações entre corpo, espaço e ação, criação de cenas breves, uso de improvisação, visualidades e sonoridades como recursos dramatúrgicos, estímulo à autonomia criativa; utilização do vídeo como ferramenta pedagógica
Laboratório de direção e construção de cenas (vídeo)
Experimentação de estratégias de direção de atores, construção e organização de cenas, exercícios de marcação e ajustes, criação de partituras cênicas, integração de elementos visuais, sonoros e tecnológicos no processo de montagem; utilização do vídeo como ferramenta pedagógica
Metodologia da pes
Conteúdo programático disponível na matriz do curso.
Eletivas
Conteúdo programático disponível na matriz do curso.
Disciplinas optativas
* As disciplinas optativas garantem um enriquecimento de conhecimento e currículo ao aluno que, além das disciplinas obrigatórias, irá optar por mais 2 disciplinas de outros cursos da Pós-Graduação
— Pós-graduação Lato Sensu
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